Sinais de que a precificação da sua locadora está fora de controle (e como identificar isso a tempo)
- Carla Cheab

- 29 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Em uma locadora de veículos, precificação não é apenas um número, é o sistema que controla a saúde financeira, o risco operacional, a capacidade de crescimento e a competitividade do negócio. Quando a precificação está fora de controle, o problema não aparece imediatamente — ele surge como:
margem apertada,
caixa pressionado,
aumento de inadimplência,
perda de competitividade,
contratos ruins,
erros recorrentes,
decisões demoradas,
e, em muitos casos, prejuízo oculto.
A dificuldade é que os sinais começam pequenos, quase imperceptíveis no dia a dia, até que se tornam um problema grande demais para ignorar.
Hoje, vamos mapear os principais sinais — técnicos, estratégicos e financeiros — que indicam que a precificação da sua locadora saiu do controle e precisa ser corrigida imediatamente.
1. O time comercial trabalha no “feeling” e não com critérios objetivos na precificação da sua locadora
Quando cada vendedor constrói sua própria lógica de preço, a empresa perde:
padronização,
previsibilidade,
controle de margem,
clareza estratégica.
O sintoma mais claro é: duas propostas para o mesmo contrato não saem iguais.
Isso evidencia que a precificação está sendo feita com base em:
percepção pessoal,
“achismo”,
referências soltas,
comparação com concorrentes,
feeling do vendedor.
E feeling não paga IPVA, manutenção, financiamento ou risco.
2. A margem final nunca é a mesma da proposta inicial
Este é um dos sinais mais perigosos.
Se a margem prevista nunca bate com a margem realizada, significa que:
custos foram mal estimados,
risco não foi modelado,
assinaturas de contrato estão desalinhadas,
variáveis ocultas não foram consideradas,
ou o cálculo está errado.
Aqui nasce um problema estrutural: a locadora cresce, mas o lucro não cresce junto.
3. A empresa está sempre revisando preço por causa da concorrência
Quando a precificação é guiada pelo preço do concorrente, a locadora perde:
autoridade,
posicionamento,
estratégia,
diferenciação,
margem.
Esse é o primeiro estágio antes de cair na guerra de preço, onde todos perdem — inclusive quem vence.
Locadoras saudáveis não copiam preço, constroem preço.
4. Não existe política clara de margem mínima, desconto e aprovação
Se cada vendedor tem autonomia total para dar desconto, a precificação está fora de controle.
Sinais internos:
descontos diferentes para contratos iguais,
concessões não justificadas,
estrutura comercial desalinhada,
perda de margem sem acompanhamento.
Sem política de:
margem mínima,
teto de desconto,
aprovação escalonada,
a empresa literalmente entrega dinheiro ao cliente sem perceber.
5. O time não confia na planilha (ou usa várias planilhas diferentes)
Esse é um dos cenários mais comuns. Planilhas diferentes geram:
versões inconsistentes,
erros humanos,
fórmulas quebradas,
cálculos incompletos,
valores divergentes,
perda de governança,
decisões inseguras.
Se o time usa “a planilha do fulano”, a precificação não é institucional — é individual.
6. A precificação não considera risco, inadimplência, uso, perfil ou capital
Precificação sem variáveis críticas é precificação incompleta.
As locadoras que precificam sem considerar:
risco de inadimplência,
tipo de aplicação,
curva de manutenção,
custo financeiro,
necessidade de capital de giro,
residual específico por modelo,
estão tomando risco sem remuneração — o maior erro técnico da indústria.
7. Não existe integração entre precificação e operação
Se a operação considera um custo e a precificação considera outro, o contrato nasce errado. Sinais comuns:
manutenção custa mais do que o previsto,
residual real não bate com o previsto,
cliente usa veículo de forma diferente do esperado.
Quando precificação e operação não conversam, o modelo financeiro perde precisão.
8. O fluxo de caixa está constantemente apertado
Se a locadora vive:
de antecipação,
de cheque especial,
de renegociação bancária,
de atraso de fornecedores,
de giro permanente,
não é operação: é precificação errada.
Um contrato mal precificado consome caixa todos os meses — mesmo parecendo lucrativo na tabela.
9. A empresa cresce em número de clientes, mas não cresce em lucro
Esse é o sinal definitivo de que a precificação está fora de controle. Quando o faturamento cresce, e o lucro não cresce junto, significa:
preços muito baixos,
margens insuficientes,
variáveis ignoradas,
política comercial desalinhada,
risco maior que a receita,
custo per capita não diluído.
Crescer com precificação fraca é pior do que não crescer.
Quando a precificação está desgovernada, a locadora:
perde dinheiro,
assume riscos excessivos,
atrai clientes tóxicos,
opera com caixa tensionado,
e compromete seu futuro financeiro.
Mas locadoras que recuperam o controle da precificação:
aumentam margem,
ganham previsibilidade,
profissionalizam a operação,
fortalecem o posicionamento,
aceleram o crescimento com segurança.
A precificação não é um setor — é o coração financeiro da empresa.
O LocPrice foi desenvolvido exatamente para devolver controle total às locadoras. Com ele, sua empresa passa a ter:
precificação padronizada,
margem mínima,
política de aprovação,
cálculos automáticos,
integração com operação,
simulação de risco,
controle de fluxo financeiro,
projeção de residual,
consistência técnica.
Se a precificação é o coração da locadora, o LocPrice é o sistema circulatório que mantém tudo funcionando com precisão.



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